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Excuse me for a while...

Excuse me for a while...

01
Dez15

Folhas Soltas #13

Daniela C.

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Tom apressou-se a levar a morena para o exterior do edifício mas para a parte das traseiras onde se encontrava um jardim privado e apenas comum aos funcionários da multinacional.

- Acalma-te por favor… - Pediu enquanto olhava a rapariga tão ou mais apavorado que ela mas por motivos bastante distintos. Danielle apenas chorava descontroladamente e mal respirava, soltando violentos soluços enquanto o seu corpo tremia cada vez mais. - Porque é que ficaste assim…? - Questionou assustado enquanto limpava a cara à rapariga.

- Mas o que é que você faz aqui? - Tom olhou para o seu lado e a figura do pai de Danielle aproximava-se de ambos com uma cara de poucos amigos ao ver o moreno agarrado à sua filha.

- Só me faltava… - Murmurou olhando por momentos para o alto como se pedisse ajuda aos santos todos para o que viria a seguir. Danielle olhou a figura do seu progenitor e da sua boca apenas se ouviu gritos de pânico enquanto se agarrava cada vez mais a Tom de forma descontrolada. O rapaz não sabia o que fazer mas entendera que Danielle estava assim devido a Glen.

- Filha, o que se passa? - Questionou incrédulo com o que via.

- Leva-me, leva-me, leva-me! - Pediu a mais nova enquanto trepava o corpo de Tom com medo do seu pai e de tudo a que a rodeava à exceção do moreno.

- Calma, eu levo… - Tentou tranquilizar enquanto agarrava na rapariga, passando os seus braços por baixo do rabo da morena que se metera ao colo dele e não o soltava por nada. Tom conseguia sentir o coração de Danielle bater a uma velocidade estonteante e essa estranha sensação fez com que o rapaz começasse a seguir caminho dali.

- Onde pensa que vai com a minha filha? - Glen seguiu o moreno que o ignorou simplesmente por considerar que a mais nova precisava de tudo menos de uma discussão entre dois homens que não ia de todo ser bonita. Lançou-lhe apenas um olhar irritado e revoltando como se lhe deixasse o aviso de que as coisas não iam ficar por ali e que Danielle se encontrava assim por sua causa. O patriarca parou de seguir os dois jovens, levando as mãos às ancas em sinal de derrota. Não podia fazer nada e a verdade é que nestas situações a sua filha só se deixava ser ajudada por quem lhe transmitisse plena confiança e Tom pelos vistos transmitia a necessária para que Danielle se sentisse segura nos braços dele.

- Vai ficar tudo bem, acalma-te… - Voltou a pedir, entrando num táxi com a mais nova ao colo. - Para onde queres ir? - Questionou na esperança de que a morena lhe dissesse para onde desejava ir naquele momento.

- Park Avenue, 57… - Murmurou mas suficientemente alto para o taxista ouvir. O rapaz assentiu deduzindo que a morena estava a dar a sua morada e sentiu a cabeça da mesma pousar sobre o seu ombro.

 

Tom entrou no apartamento de Danielle e fechou a porta atrás de si com o pé visto que as suas mãos estavam ocupadas com o corpo adormecido da morena ao seu colo. Esta simplesmente adormecera a meio da viagem mas mesmo assim não largava Tom um segundo que fosse e qualquer tentativa do mais velho para a afastar um centímetro do seu colo era mais uma unha vincada nos seus ombros. Olhou em redor para analisar a habitação e seguiu caminho em direção ao corredor enorme que se encontrava à sua direita, verificando todas as divisões até encontrar o que parecia ser o quarto da morena. Aproximou-se da cama e sentou-se na mesma, olhando a face rosada de Danielle devido ao estado de nervos em que ainda se encontrava.

- Danielle… - Chamou-a calmamente, passando-lhe a sua mão esguia pelos cabelos sedosos. - Deixa-me deitar-te… - Pediu assim que viu os olhos da rapariga abrirem-se lentamente. Danielle assimilou tudo o que Tom dissera há segundos e a ideia de ele a deitar e poder deixá-la ali sozinha fez com que os seus olhos se enchessem de lágrimas de novo e o seu corpo se esmagasse mais contra o do rapaz que a abraçou de imediato. - Eu não vou embora! - Garantiu num tom calmo. - Posso deitar-me contigo, não chores. - Tentou tranquilizar enquanto uma mão alcançou um dos pés da morena que se encontravam entrelaçados na parte de trás da sua cintura. Procurou o fecho dos sapatos da mais nova e removeu-lhos, pousando cada um deles no chão com cuidado. Tirou os seus próprios ténis com os pés como já tinha hábito e levantou-se de novo, arrastando a enorme colcha arroxeada até ao fundo da cama. Abriu a mesma, chegando as cobertas ligeiramente para trás e sentou-se de novo sobre o colchão antes de pousar o corpo de Danielle sobre ele sem se soltar dela. Ajeitou-se deitado de lado e cobriu os dois corpos, sentindo a morena aninhar-se no seu peito como se estivesse a tentar esconder-se do mundo. - Porque é que ficaste assim…?

- Hoje não… - Apenas murmurou antes de cair de novo num sono profundo. Estava exausta depois daquele ataque de pânico e falar do que a tinha deixado assim realmente iria ser pior. Tom olhou de novo a mais nova e pousou a cabeça sobre a almofada impecavelmente colocada por baixo do seu pescoço. Procurou o seu telemóvel no bolso das calças e abriu a aplicação das mensagens, enviando uma ao seu irmão para o deixar a par da situação.

Avisa a tua amiga de que a Danielle teve um ataque de pânico. Estamos os dois em casa dela e se ela quiser vir para cá que peça ao porteiro para subirem, não consigo sair de perto dela para vos abrir a porta.”

 

Bill leu a mensagem do seu irmão que o deixou um tanto apreensivo por não estar à espera daquilo. Moon olhou a expressão do mais velho e limpou os seus lábios depois de engolir o que restava da sua panqueca americana.

- Está tudo bem? - Procurou saber, bebericando mais um pouco do seu Café Mocca Branco.

- Não! A Danielle teve um ataque de pânico e o meu irmão está a dizer que se quiseres ir lá a casa dela para pedires ao porteiro que te abra a porta porque pelos vistos ele não se consegue afastar ela. - Explicou olhando-a meio confuso com tudo aquilo.

- Anda eu tenho chave! - A loira levantou-se como se de um foguete se tratasse. Agarrou na sua mala e no pulso de Bill, puxando-o com ela para fora do estabelecimento onde se encontravam. - Oh meu deus o que se terá passado?! - Deixou escapar esticando o seu braço para a estrada de forma a chamar o táxi que se aproximava deles. Assim que este parou, Bill tratou de abrir a porta à mais nova para que conseguisse entrar e seguiu-lhe caminho. - Ele só disse isso, não explicou o que se passou? - Questionou enquanto olhava o loiro de forma apreensiva. Não imaginava o que fosse mas para Danielle ter ficado naquele estado, coisa boa não teria sido!

- Não, ele só me disse o que eu te transmiti. - Mostrou-lhe a mensagem deixando que Moon lesse o que Tom lhe enviara. - Não tens ideia do que possa ser? - Procurou saber, arranjando forma de desmistificar o que se estava a passar com a morena.

- Não, mas normalmente quando ela tem isto é porque fica com medo, fica apavorada. - Explicou com um simples encolher de ombros triste. - A Danielle é uma pessoa que aparenta ser muito forte mas tem os seus traumas e aposto que alguém tocou num deles. O teu irmão não foi porque senão ela nem se deixaria ser ajudada por ele. - Acrescentou passando uma mão na testa e procurou no fundo da sua mala o seu telemóvel. - Vou cancelar a reunião que tinha. Não estou com disposição para nada já! - Comentou num tom triste. Moon era amiga de Danielle desde pequena e sempre que a mais nova estava triste a loira partilhava em parte dessa tristeza porque além de melhores amigas, eram como irmãs.

 

 

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O meu nome é Daniela, tenho 22 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Adoro escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Aqui vão poder encontrar parte dos meus devaneios e sonhos, quem sabe um dia isto se virá a tornar no meu Diário de Bordo.

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