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Excuse me for a while...

Excuse me for a while...

10
Nov15

Folhas Soltas #8

Daniela C.

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No dia seguinte Tom foi o primeiro a erguer a cabeça da almofada, assim que ouviu o despertador tocar. Sentou-se sobre a cama depositando um beijo nas costas nuas de Devin e sorriu com a imagem perfeita da sua amada ainda a dormir. Olhou em redor procurando o rasto dos seus boxers e quando os encontrou, pegou na peça de roupa interior e vestiu a mesma, caminhando para fora do seu quarto e em direção ao da sua filha Harper. Acercou-se da cama da mais nova e ajoelhou-se no soalho, passando de seguida a sua mão esguia pelos cabelos loiros da pequena.

- Princesa do pai… - Chamou-a calmamente com uma voz dócil, muito típica dele quando queria acordar a sua filha. Com 4 anos ela saía mesmo ao seu pai e até a Devin que, quando mal acordados, o seu humor era do piorio. Nisso, eram todos iguais!

- Hm… - Resmungou ainda ensonada e abriu depois os olhos de repente quando processou que aquela voz pertencia ao seu pai. - Papá! - Harper deu um pulo na cama e sentou-se sobre a mesma, entrelaçando os seus bracinhos no pescoço de Tom enquanto o enchia de beijos barulhentos. - Voltaste!

- Pois voltei meu amor, estás tão crescida. - Constatou depois de olhar a pequena que estava bastante diferente. Andava numa fase em que crescia bastante rápido e por vezes Tom sentia-se mal por não estar tão presente quanto devia no crescimento da sua filha. Graças a Deus, Devin existia! - Portaste-te bem? - Procurou saber com um ar desconfiado ao qual Harper se riu matreira, quase que respondendo por aquele ato, que nem por isso.

- Sim papá, ora pergunta à mãe. - Desafiou com ar angelical ao que o mais velho se riu resignado com tanta ternura.

- Vamos lá preparar para ires para o colégio. - Disse enquanto pegava na pequena ao colo e a levava para a casa de banho do quarto.

-*-

Devin saiu de casa pouco depois de Tom e Harper. Tinha ficado a arrumar a cozinha e dar um jeito aos quartos como fazia todas as manhãs antes de sair de casa. Meteu-se no carro depois de se ajeitar ao espelho do Hall de entrada e pousou a mala no banco do pendura, procurando o seu telemóvel na mesma. Desbloqueou o aparelho e ligou para Natasha, a sua melhor amiga.

- Bom dia Aussie, como estás? - Questionou enquanto colocava o telemóvel no suporte apropriado e arrancava com o carro.

- Estou em casa… - Murmurou num tom de voz desanimado ao qual Devin franziu o cenho desconfiada.

- O que se passa contigo? - Procurou saber.

- Vem ter comigo aqui a casa, preciso de falar… - Pediu enquanto entrava em pranto.

- Estou a caminho, tem calma. 5 minutos e estou aí! - Informou e desligou a chamada de maneira a não perder mais tempo com o que quer que fosse. Alguma coisa de muito errado se passava! Conduziu de forma rápida mas segura ao encontro da loira e assim que chegou a casa da mesma, estacionou o seu carro à porta e tocou à campainha do portão, esperando que o mesmo fosse aberto.

Assim que tal aconteceu, Devin entrou pelo jardim percorrendo com calma o caminho de pedra e assim que viu a porta da casa ser aberta, vislumbrou a silhueta de Natasha, enrolada ao seu roupão branco e um ar bastante cansado.

- O que se passa? - Questionou a morena preocupada, abraçando os ombros da loira enquanto a aconchegava nos seus braços.

- Foi horrível Devin, horrível… - Natasha estava desamparada e Devin bem que tentava perceber o porquê mas pelos vistos ia ser difícil saber tão cedo, visto que a mais velha apenas chorava desconsolada e proferia coisas às quais a morena não conseguia obter ligação.

- Vamos sentar-nos e vais explicar-me isso com calma ok? Mas primeiro respira fundo… - Pediu enquanto se encaminhava para o sofá com a sua melhor amiga. Sentaram-se as duas, viradas de frente uma para a outra, de modo a poderem falar cara-a-cara.

- Ele chegou ontem de madrugada, tinha um envelope na secretária que eu coloquei lá porque era correspondência para ele, então não o abri. Ele foi dar uma vista de olhos e estranhou o envelope não ter remetente. Devin, ele abriu o envelope, viu o que estava lá dentro, guardou e simplesmente agiu como se não tivesse visto nada. Quando lhe perguntei ele beijou-me, disse que eram problemas da banda mas senti que ele estava tenso. Deixei que ele fosse tomar banho e decidi ir cuscar, ver que tinha o envelope. Eram as minhas fotos e do Gilles aos beijos. O meu mundo caiu quando eu me apercebi do que é que estava a acontecer. O Bill tinha acabado de descobrir que eu o traíra e simplesmente ignorou isso. Eu disse que devia ter contado logo que me tinha envolvido com o Gilles, Devin eu meti os cornos ao meu marido, não podia ter sido mais cabra. Ele ama-me tanto ao ponto de abafar a minha própria traição mas…eu não aguentei e pedi-lhe o divórcio…ele desapareceu. Eu não sei para onde é que o Bill foi… - Contou desesperada e de uma forma bastante rápida, deixando Devin incrédula e apenas a piscar os olhos com o que acabara de ouvir. Era realmente uma história surreal!

- Oh meu deus, e agora? - Murmurou ainda a assimilar tanta informação.

- Ele não me atende o telemóvel. Eu fui tão cobarde, eu não mereço o amor que ele sente por mim nem o que eu sinto por ele. Eu amo o meu marido, não sei que estúpida bebedeira me fez perder a cabeça ao ponto de trocar uns melaços com o Gilles…A minha vida desabou… - Explicou.

- Mas ele fugiu porquê? - Questionou a mais velha confusa com a atitude de Bill.

- Ele disse que não queria, não era preciso o divórcio que aquilo não significava nada. Eu disse que não era justo e ele simplesmente foi… - Encolheu os ombros desesperada e a chorar cada vez mais. Se antes queria divorciar-se de Bill por se sentir não merecedora de tanto amor por parte do rapaz, agora não via hora de saber onde ele estava e nunca mais o deixar escapar.

 

 

 

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O meu nome é Daniela, tenho 22 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Adoro escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Aqui vão poder encontrar parte dos meus devaneios e sonhos, quem sabe um dia isto se virá a tornar no meu Diário de Bordo.

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